LEVOÉ
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BRASIL, SAO PAULO, SAO BERNARDO DO CAMPO, Rudge Ramos, Mulher, de 20 a 25 anos |
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Dia que não Passa
"Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento, relações de dependência e submissão paixões tristes, algumas pessoas confundem isso com o amor esse querer escravo e pensam que o amor é uma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada, pensam que o amor já estava pronto, fomentado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto para mim que o amor manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor esta em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo, como percebê-lo, como se deixar ser e como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? A minha resposta o amor é o desconhecido, mesmo depois de uma vida inteira de amores o amor será sempre um desconhecido, uma força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos da uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando diante do seu labirinto decidimos caminhar pela estrada reta. (...)" Paulinho Moska
07/05/04
Publicado por Julys
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